sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Estrela Mulher

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André Zêni/Cláudio Vera Cruz

Eu me entreguei àquela linda estrela,/ Foi de repente, foi sem razão,
Foi muita luz a refletir nos olhos,/Uma viagem de sedução.

Eu viajei demais naquela estrela,/ Uma mulher sem explicação,
Bastou brilhar aquela luz nos olhos,/ E o mundo inteiro caiu no chão.

A minha nave penetrou a nuvem,/A nebulosa de emoção,
E a Lua por trás,/ Palco fugaz,/ E tudo me parece um sonho,

Estrela Mulher inatingível/Estrela real tão natural
Estrela sensual e tão sensível,/ Estrela Mulher você é incrível

Aquela imagem abraçou o sonho,/Um gosto  puro de sedução,
Momento fugaz,/Intenso demais/Acende o fogo do desejo,

Estrela Mulher inatingível/Estrela real,tão natural
Estrela sensual e tão sensível,/ Estrela Mulher você é incrível


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Eu fico down

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                                                                        de Claudio Vera Cruz

sábado, 20 de agosto de 2011

Sinal Vermelho

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Claudio Vera Cruz / Luis Mauro Vianna / André Zeni


Sinal Vermelho 

 Te trago essas flores
A chuva deu uma trégua para o sol
Veja estes girassóis
Teus olhos verdes
Dois pequeninos rios
Que choram de tristeza

E as flores, tão belas
Sentem o frio do jardim
Quando a Mãe Natureza
Vê seu filho morto
Já é noite
Na escuridão

E o vento
Quando uiva
Dá vontade de te ver
São as flores
Com suas cores pálidas
Faz frio 
Em pleno verão

E, então
Quando enfim
Chegar o motoboy
Que aqui mendiga 
O seu amor
Vai acelerar
Coração blues
Cruzar vermelho
Algum sinal
(solo) 

E no sangue
Espalhado pelo chão
Outras flores
Despedida
Sim, já estou de partida
Já é hora de lhe contar
Que as flores nem são reais
São percalços
Descaminhos
Nada mais


Até depois Aldebarã

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Claudio Vera Cruz / Luis Mauro Vianna / André Zeni
Até depois
Agora eu vou para o mundo
Juntar o quebra-cabeça
Que o tempo foi carregar, depor

Meu redentor
Virá na rosa dos ventos
Por onde eu andar nos caminhos 
Por onde a faca não for
Dando fio, dando dor

Tudo agora
É mundo novo
Até mesmo
Na semana

Tudo em paz pela terra
Sã 
Qual será o meu nome
Amanhã 

Um ermitão
Às vezes
Me faz companhia 
Me disse
Que mora na rua
E o que ele fará
Quando a dor definhar 

Um orixá
Mostrou-me o arcano dos negros
Adivinhou meu destino
Levou-me dentro dos braços
Na beira do mar

O desmatamento mata
As crianças sem futuro
Toda vez que eu descubro
Que ainda estou por aqui

Nenhum trem passará
Jamais
Por lá

Tudo agora
É mundo novo
Até mesmo
Na semana

Tudo em paz pela terra
Sã 
Qual será o meu nome
Num lugar que não estou

Um ermitão
Às vezes
Me faz companhia 
Me disse
Que mora na rua
E o que ele fará
Quando a dor definhar 

Um orixá
Mostrou-me o arcano dos negros
Adivinhou meu destino
Levou-me dentro dos braços
Na beira do mar


Pinte-se no quadro
Do quarto-céu
Mais de mil poetas
Profetas tantãs
Cruze a pé o mundo
De manhã
Rumo ao infinito 
Aldebarã 




segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Mal necessário

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Musica de Claudio Letra de Paulo Buffara

Não quero ser um cara doido pra não lhe contradizer,
Deixar você perdida sem saber o que fazer,
Pra que você descubra numa encruzilhada,
Que sobre seu caminho ninguém mostra nada,

Pra que você descubra de uma vez por todas,
O seu próprio jeito de andar sobre as ondas,
Pra que você perdida na floresta,
Procure a luz e sinta; A estrada é essa !

 Pra que a luz do Sol,seja o seu farol,
Pra que a luz da lua,mostre qual é a sua, (2X)

 Por isso não pergunte e tome consciência,,
Que a cada escorregada aumenta a experiência,
A vida é um eterno emaranhado,
Errar é certo,como um mal necessário

On bass

Um certo clima no ar


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                                         Musica de Claudio Vera Cruz   Letra de Juarez  Fonseca

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Vagalume

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Musica de Claudio Vera Cruz Letra de Sérgio Napp

Olho D'agua

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Olho Dágua de Claudio Vera Cruz

Olho Dágua,Olho Dágua
Inundou meu coração,
Fez alarde , fez saudade,
Me acordou de supetão

Olho Dágua,Olho Dágua
Este choro foi jorrado
Da vertente que era muda
E em meu peito deu vazão


Olho Dágua era a criança,como um dia você foi,
Olho Dágua era um conto em que você era o herói
Olho Dágua era a esperança,que o tempo alimentava
Olho Dágua era um afago,uma canção que ninava


Olho Dágua Olho Dágua
Inundou meu coração
Fez alarde ,fez saudade,
Me acordou de supetão

Olho Dágua Olho Dágua
Este choro foi jorrado,
Da vertente que era muda
E em meu peito deu vazão


Olho Dágua era a aventura,que você ia viver
Olho Dágua era o banhado das margens do Barigui
Olho Dágua era a semente que brotava no quintal
Olho Dágua era o presente de uma noite de Natal


Olho Dágua Olho Dágua
Inundou meu coração
Fez alarde,fez saudade,
Me acordou de supetão

Olho Dágua Olho Dágua
Este choro foi jorrado
Da vertente que era muda
E em meu peito deu vazão

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

sábado, 4 de dezembro de 2010

Saudade Instantanea


Em 1973 Claudio e Morongo começaram a compor e tocar juntos, daí veio a idéia duma ópera-rock. The Who, Procol Harum e a principal influência Yes já faziam albuns inteiros encima duma narrativa operistica. Meu contato apareceu depois de um show no Teatro São Pedro onde tocaram Liverpool e outros e eu projetei meus desenhos. Me convidaram prá criar a parte visual de Eugeny história de um sonho, que eles estavam criando.
Batizei a banda com o nome de Saudade Instantânea. Em maio fizemos a estreia no São Pedro, seis dias de casa cheia, após os quais o teatro fechou. Chegou a ocorrer um incendio no quinto dia. O show era entremeado de partes em que o Paulo Buffara recitava trechos da ópera. Em outra parte subiamos todos ao palco e dançavamos uma musica pré gravada. Em todos os momentos meus desenhos ilustravam a musica. A bateria da Gata, irmã do Morongo de 13 anos tinha luz e um stencil de estrelinhas. O Buffara ficava pendurado acima da batera. Não vimos nenhuma performance da Family Dog da California, do Fillmore mas queriamos algo do estilo. Os desenhos aqui neste clip faziam parte de Eugeny, alguns da obra seguinte "O Homem". A banda eram: Morongo (teclados), Claudio (vocal, guitarra e baixo), Gata (bateria), Neno (bateria) e Maira(vocal). O tecnico de som, Carlinhos Tatsch. Escrito e narrado por Paulo Buffara.

Escute aqui a abertura com alguns dos desenhos feitos para Eugeny
http://www.youtube.com/watch?v=XaFAXF74ZnM

Meu primeiro instrumento

Foto batida durante a gravação de Meu amigo John, com o grupo EUREKA,
 o primeiro a tocar no Ocidente em 1980

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Neguinha

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Neguinha                            Claudio Vera Cruz


Mandei um telegrama pra neguinha,
Dizendo que eu já cheguei no Sul,
Que a comida aqui é muito boa,
E o povo fala é tu,é bah,é tchê.


A nega que não tem preconceito nenhum
Se foi chegando e logo botou pra quebrar
E a rapaziada toda fissurada,
Ao ver a nega de top-less passar...


Vou viver com minha nega,que delírio,que beleza,
A terra toda vai ficar azul,
Ela vai ficar faceira,num barraco em Cidreira,
No litoral do Rio Grande do Sul


Mandei um telegrama pra neguinha
Dizendo que eu já cheguei no Sul
Que a comida aqui é muito boa
E o povo fala é tu, é bah/ é tchê.


Mas a nega não sabia , que o frio era tão forte
E logo começo a arrepiar,
E agora ela só pensa ,em voltar lá para o Norte
E  vou perder a nega se eu ficar 


Mandei um telegrama pra neguinha,
Dizendo que eu já cheguei no Sul,
Que a comida aqui é muito boa,
E o povo fala ,é tu,é bah,é tchê.

Claudio e sua Saudade Instantanea


Nenobatera, Ricky Bols, Morongo, Maira, Gata, Claudio, Bea

Apenas ...

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                                             As gurias, bem...peguei emprestado do Crumb (Ricky)

Apenas...                                                              Arnaldo Sisson / Claudio Vera Cruz



Eles são santos, são anjos, bandidos
E está no sangue deles o jeito de estarem
Nas filas,loterias,igrejas e bares

Marginais,passistas e crentes
Crianças que a vida ensaia,
Eles são assim
Não são bons, nem cruéis,são reais
São apenas  meninos

Elas se vestem com cores e brilhos
E está no sangue delas a sina de estarem
Nas ruas, revistas,puteiros e lares

Prostitutas, turistas, e amantes
Crianças que a vida esnsaia
elas são assim,
Não são más, infiéis, são reais
São apenas meninas

Eles são santos são anjos, bandidos
E elas se vestem com cores e brilhos
São apenas meninos
São apenas meninas
São apenas
Crianças

Claudio com Bixo da Seda Praia do Leste Paraná 1975

Cheiro do Alecrim


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Cheiro do Alecrim / Sérgio Napp/Cláudio Vera Cruz
  
Lua amarela,prata e jasmim
Quando os olhos dela batem sobre mim
Dançam meus amores numa dança louca
E teima a minha boca em dizer que sim

Lua clara e nua lua dentro em mim
Por essa janela algas e marfim
Há uma certeza que me faz assim
Fogos de artifícios,risos de cetim

Lua Lua Lua que passeia em mim
Leva me em teus braços sedas e carmins
Se não fosse tua esta noite enfim
Como saberia o cheiro do Alecrim

Lua Lua Lua ,Faz me teu por fim
Lua Lua Lua, Faz me teu por fim